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Número de mortos em terremoto entre Irã e Iraque passa de 340

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Nas mídias sociais e na imprensa iraniana, foram veiculados vídeos de pessoas que fugiam de suas casas à noite.

Um violento terremoto atingiu a fronteira entre Irã e Iraque no fim do domingo (12/11) e deixou ao menos 348 pessoas mortas e outras 2.000 feridas apenas em uma montanhosa região do Irã, de acordo com a imprensa estatal. O governo de Bagdá, por sua vez, confirmou ao menos sete mortes e 321 feridos do seu lado da fronteira.

O tremor de magnitude 7,3 teve como epicentro uma área 31 quilômetros distante da cidade iraquiana de Halabja, no leste do país, segundo o Centro de Pesquisa Geológica dos EUA. Ele ocorreu a uma profundidade de 23,2 quilômetros.
O fenômeno foi sentido bem a oeste na costa do Mediterrâneo. Os piores estragos, porém, aparentemente se concentraram na província de Kermanshah, no oeste do Irã, situada nas Montanhas Zagros, que dividem Irã e Iraque. Moradores dessa região rural são em sua maioria agricultores e têm criação de animais.
Nas mídias sociais e na imprensa iraniana, foram veiculados vídeos de pessoas que fugiram de suas casas à noite. Ao menos 50 tremores secundários foram registrados.

A imprensa estatal iraniana informou sobre o aumento no número de vítimas no início desta segunda-feira e disse que as buscas serão aceleradas durante o dia. O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, enviou suas condolências às vítimas e pediu que as equipes façam todo o possível para ajudar os afetados, segundo a imprensa estatal.

A agência semioficial ILNA afirmou que ao menos 14 províncias do Irã foram afetadas pelos tremores. Autoridades informaram que as escolas nas províncias de Kermanshah e Ilam não abririam hoje. O Irã fica sobre grandes falhas geológicas e está sujeito a tremores quase diários. Em 2003, um terremoto de magnitude 6,6 na cidade de Bam deixou 26 mil mortos. O último grande tremor no país havia ocorrido em agosto de 2012 e deixou mais de 300 mortos.

No Iraque, um porta-voz do governo, o general Saad Maan, afirmou que todas as mortes registradas em seu país haviam ocorrido na região semiautônoma curda, no norte. Os tremores sacudiram prédios e casas em outras regiões do Iraque, de Irbil e Bagdá e foram sentidos até mesmo na província de Âmbar, no extremo oeste do país.

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